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quinta-feira, 12 de maio de 2016

Experiência com as novas tecnologias na aula de História

Caros alunos do 9º D da Escola Básica de Souselo. Têm um questionário para responder. Podem aceder ao questionário a partir daqui.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Dia do Armistício

Celebram-se hoje exactamente 97 anos sobre a assinatura do Armistício.
Em 11 de Novembro de 1918, numa carruagem em Compiègne, França, a Alemanha capitulava perante os representantes dos Aliados (Tríplice Entente) e assinalava-se, assim, o cessar-fogo que levaria ao fim da I Guerra Mundial e aos tratados de paz (Tratados dos Arredores de Paris 1919-1920).
Ao fim de quatro anos de massacres, de desgaste, de gastos tremendos para os países envolvidos, de milhões de vítimas  - mortos, feridos, desaparecidos, desalojados - e consequências políticas e sociais que mudaram a face do mundo, chegava ao fim aquela que foi o maior conflito armado até então - a I Guerra Mundial, a I Grande Guerra ou a Guerra de 14-18.
 
Armistício de Compiègne, 11 de Novembro de 1918
 
 

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Aprender com ... o romance histórico

Hoje vou falar-vos de mais um romance histórico, desta vez de “Afonso, o Conquistador”, de Maria Helena Ventura, sob a chancela da saída de Emergência, na colecção “A História de Portugal em romances”.
É um romance excepcional, que narra não só os feitos militares e diplomáticos do rei fundador, como também nos mostra a sua faceta familiar, assim como os jogos de bastidores da política, a política de casamentos, a influência da Igreja, as principais casas nobres da época, a ajuda dos cruzados em alguns momentos da Reconquista, as alianças, os tratados, traições ...
Resultado de uma pesquisa histórica criteriosa e profunda, Maria Helena Ventura apresenta-nos um verdadeiro épico que tem como personagem principal "o Homem que sonhou Portugal e que tornou esse sonho possível". Uma excelente leitura para motivar para esta fase da História de Portugal e da Reconquista.
Cinco estrelas. Recomendo vivamente.



Sobre a autora
Maria Helena Ventura nasceu em Coimbra onde estudou Germânicas. Rumou para Lisboa onde começou a trabalhar em Relações Públicas e Jornalismo. Fez uma especialização em Sociologia dos Media, conclui o Curso Superior de Jornalismo e um mestrado em Sociologia da Cultura. Publicou inúmeros trabalhos na área da Educação, passou ainda pela docência, investigação, enquanto se dedicava ao género literário da sua preferência, a poesia, com sete livros publicados. Dedica-se também à narrativa, tendo actualmente seis romances publicados.

sábado, 28 de junho de 2014

O romance histórico - mais uma sugestão de leitura

A sugestão que vos trago aqui, hoje, é o romance Umberto Eco intitulado "O nome da rosa", uma mistura de romance histórico e thriller, deveras emocionante. Não é uma novidade editorial, mas é, quanto a mim, um clássico do género.
A ação passa-se numa abadia italiana no século XIV, em plena efeverscência entre o poder espiritual e o poder temporal. Na abadia irá decorrer uma reunião entre os teólogos do papa João XXII e os do Imperador. O objecto da discussão é a pregação dos Franciscanos, que clamam por um regresso da igreja à pobreza evangélica e, implicitamente, à renúncia ao poder temporal. Enquando se aguarda a chegada dos emissários dos dois lados, um irmão franciscano inglês, Guilherme de Baskerville, protagonista do romance, chega à abadia na companhia do noviço Adso de Melk e, quase imediatamente, inicia-se uma investigação sobre uma morte ocorrida na abadia e envolta em grande mistério. Guilherme de Baskerville fica encarregado de desvendar o mistério, mas as mortes não param de ocorrer, mergulhando a abadia numa onda de terror.
No meio de vários homicídios de monges (ficção) o romance permite-nos abordar alguns aspectos históricos, nomeadamente, os antagonismos entre o papado e o império, portanto, entre o poder espiritual e o poder temporal, tema fulcral no século XIV, mas permite-nos também ficar a conhecer a vida quotidiana numa abadia beneditina no século XIV, inclusivamente o funcionamento de um scriptorium e de uma biblioteca medieval, ao mesmo tempo que traz à discussão a Inquisição, a caça às heresias e à feitiçaria e permite ainda uma abordagem à escolástica.
O romance foi adaptado ao cinema por Jean-Jacques Annaud, em 1986 e é protagonizado por Sean Connery e Christian Slater. 
Mas recomendo a leitura do livro antes de ver o filme. Não ficam a perder!

Em cima à esquerda, a capa do livro, edição portuguesa. À direita, Umberto Eco. Em baixo, a capa do filme de Jean-Jacques Annaud

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Outras maneiras de aprender História - o romance histórico

A História também se pode aprender com a ficção. O romance histórico é um bom exemplo, desde que se saiba distinguir o que é ficção do que é dado histórico. A partir de agora, procurarei dar algumas sugestões de leitura ou filme de carácter histórico neste espaço.
A Saída e Emergência lançou recentemente uma nova colecção de romances históricos "A História de Portugal em Romance". O nº 2 da coleção, da autoria de Paulo Larcher, é a minha escolha desta semana. Chama-se "O tintureiro francês" - sobre a política manufactureira do marquês de Pombal, particularmente da Real Fábrica de Panos, e da vinda para o reino de um polémico artista tintureiro chamado Stéphane Larcher, que teria como principal objetivo pôr a fábrica a produzir com a qualidade dos panos importados, mas também transmitir o segredo das tintas fixas. Muito empolgante! Recomendo vivamente a sua leitura.


quarta-feira, 23 de maio de 2012

"Vai passar" de Chico Buarque

Esta canção de Chico Buarque, "Vai passar", conta uma história do Brasil, ou melhor, da liberdade,  assustadoramente icónica. Mais um exemplo de que as palavras podem ser muito poderosas.


1º de maio com Chico Buarque

Um 1º de maio celebrado com um concerto de Chico Buarque. Sempre a propósito.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Abril

Abril chegou. Não é apenas mais um mês. É o mês. O mês em que se comemora a Revolução que pôs fim a um regime autoritário e tacanho que mergulhou o país e o povo português no obscurantismo durante quase meio século.
Para não deixar cair no esquecimento, gostaria de partilhar um poema de Manuel Alegre, de quando as palavras quebravam as amarras do comodismo e o que se lia nas entrelinhas era tão contundente, ou mais, que o texto escrito.

Trova do vento que passa

Pergunto ao vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.

Pergunto aos rios que levam
tanto sonho à flor das águas
e os rios não me sossegam
levam sonhos deixam mágoas.

Levam sonhos deixam mágoas
ai rios do meu país
minha pátria à flor das águas
para onde vais? Ninguém diz.

Se o verde trevo desfolhas
pede notícias e diz
ao trevo de quatro folhas
que morro por meu país.

Pergunto à gente que passa
por que vai de olhos no chão.
Silêncio -- é tudo o que tem
quem vive na servidão.

Vi florir os verdes ramos
direitos e ao céu voltados.
E a quem gosta de ter amos
vi sempre os ombros curvados.

E o vento não me diz nada
ninguém diz nada de novo.
Vi minha pátria pregada
nos braços em cruz do povo.

Vi minha pátria na margem
dos rios que vão pró mar
como quem ama a viagem
mas tem sempre de ficar.

Vi navios a partir
(minha pátria à flor das águas)
vi minha pátria florir
(verdes folhas verdes mágoas).

Há quem te queira ignorada
e fale pátria em teu nome.
Eu vi-te crucificada
nos braços negros da fome.

E o vento não me diz nada
só o silêncio persiste.
Vi minha pátria parada
à beira de um rio triste.

Ninguém diz nada de novo
se notícias vou pedindo
nas mãos vazias do povo
vi minha pátria florindo.

E a noite cresce por dentro
dos homens do meu país.
Peço notícias ao vento
e o vento nada me diz.

Quatro folhas tem o trevo
liberdade quatro sílabas.
Não sabem ler é verdade
aqueles pra quem eu escrevo.

Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.

Mesmo na noite mais triste
em tempo de sevidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.

                 Manuel Alegre

domingo, 4 de setembro de 2011

Páginas de 7º e 9º ano actualizadas

Já estão disponíveis recursos novos para o 7º e para o 9º ano nas páginas respectivas. É só clicar e usar.
Bom ano lectivo!